RÁDIO CLUBE DE MONSANTO


Tribuna Livre

OS SACRFÍCIOS NECESSÁRIOS PARA PÔR NO AR, DIARIAMENTE, CADA EMISSÃO DE RÁDIO

 

Penso que as rádios têm tempo suficiente para falarem de si e dos seus problemas.

Mais. Neste tempo de crise e dificuldades, é obrigatório que falem de tudo com os seus ouvintes que falem dos seus êxitos, mas também das suas dificuldades, aliás, quando a interactividade é moda, também os próprios

ouvintes e anunciantes podem, e devem, pronunciar-se em antena sobre as diversas matérias.

É necessário que a população compreenda todas as decisões que a rádio toma ao longo da sua vida. Teria sido importante saber-se publicamente, por cada uma das rádios, quantos postos de trabalho foram criados pelo sector, sem que para isso tenham tido qualquer apoio.

Importante é, também, que se lembre o serviço público prestado e a nula retribuição dada pelo Estado.

Porque não discutir em antena a situação das rádios em geral, ou de cada uma, com os políticos, perguntando-lhes, p. ex., porque motivo insistem em excluir as rádios dos Quadros de Apoio Comunitário, ao contrário de outros

sectores ou, ainda, porque é que o Estado marginaliza as rádios de proximidade na distribuição da sua comunicação institucional paga.

Seria de grande utilidade social que se conhecesse publicamente os sacrifícios necessários para pôr no ar, diariamente, cada emissão de rádio e a importância dessas emissões para a população.

Mas, para que tudo se saiba é necessário que as rádios passem a falar delas próprias e da sua vida, em antena.

13 de Dezembro de 2011

 José Faustino

faustino@apradiodifusao.pt




 

A EMISSORA MAIS PORTUGUESA COM
UMA HISTÓRIA DE MAIS DE UM QUARTO DE SÉCULO A DIVULGAR
IDANHA-A-NOVA NO MUNDO

 

É do conhecimento público o esforço que, diariamente, fazemos para ter no ar esta rádio de proximidade, pese embora a muita falta de recursos humanos e financeiros, tudo drasticamente agravado com os tempos de crise que o país atravessa, mais sentidos numa emissora do interior desertificado, com as pequenas e médias empresas a fecharem portas e a RCM dependente da boa vontade de voluntários graciosos.

O único profissional desta estação emissora recebe apenas o ordenado mínimo nacional. Os restantes colaboradores da Rádio Clube não têm qualquer retribuição monetária.

Desde 1985 que as populações acompanham e ajudam a RCM porque é a "sua rádio", pois com ela se identificam e dela se orgulham.

As comemorações das Bodas de Prata foram um enorme sucesso em terras de Idanha, Castelo Branco e Monsanto, nomeadamente, com a máxima adesão das gentes que servimos, curiosamente, oriundas das classe mais pobres e humildes, a quem oferecemos todos os espectáculos, o Livro da História da RCM e a Medalha de Prata a título, absolutamente, gratuito.

A RCM jamais hipotecou o seu Estatuto Editorial a qualquer grupo económico, político ou religioso. Os fiéis ouvintes e anunciantes acreditam e aplaudem os nossos objectivos: a defesa e a promoção da música portuguesa e dos nossos valores identitários.

Somos, oficialmente, uma modesta rádio desta pequena Aldeia Mais Portuguesa, situada no concelho de Idanha-a-Nova. Queremos que nos deixem trabalhar em paz e fazer o que sonhámos em tempo de liberdade: ser entretenimento, cultura, informação e instrumento de conhecimento para as populações da nossa zona de cobertura radiofónica.

Queremos ser sempre a voz daqueles que não têm voz, principalmente dos mais fracos e dos oprimidos, que acompanham e apoiam a RCM porque ela é, nalguns casos, a única companhia de muitos ouvintes que não têm outra companhia, pois da Rádio Clube, desde a primeira hora, se consideram parte integrante, por ser uma presença especial e amiga.


Os dois sites da RCM, com a sua emissão on-line, via Internet para todo o mundo, já contam com mais de dois milhões e quinhentos mil visitantes, são por nós assumidos no âmbito de um projecto responsável e meritório para a mais ampla divulgação da música, dos artistas e da cultura tradicional. Os cidadãos da Diáspora sentem-se mais próximos de Portugal quando lá longe, nos países de acolhimento, onde ganham o pão de cada dia, com o suor do seu rosto, encontram, também, na RCM uma companhia amiga e familiar, que já não dispensam, porque lhes suavizam as saudades do seu torrão natal.

 

Desde há 26anos que vivemos e caminhamos com dignidade e honestidade. Sem dívidas.

Não recebemos qualquer subsídio ou ajuda do Estado, ou de qualquer outra entidade pública ou privada. Conseguimos sobreviver, unicamente, graças ao fruto do nosso trabalho sério: através da publicidade, dos discos pedidos e da generosidade do nosso auditório. Cada dia, com mais e mais dificuldades, é certo…

 

Mas, enquanto tivermos o apoio e a sintonia amiga dos melhores ouvintes do mundo, vamos continuar. Não nos deixaremos assustar, nem intimidar por pressões traiçoeiras e cobardes. Não nos vergarão com falsas calúnias ou difamações. Continuaremos a proclamar as verdades e a lutar contra as injustiças, doa a quem doer. Não nos calaremos.

Joaquim Fonseca
8 de Dezembro de 2011.

 

...........................................................................................

             

  Director Executivo:
Prof. Joaquim Manuel da Fonseca

a) - Capital Social: 91.374,00 €;
b) - Sócio único e detentor da totalidade do capital social da empresa MONSANTORÁDIO;
c) - Administrador  e Gestor da RCM;
d) - Responsável pela orientação e pela supervisão do conteúdo das emissões da RCM;
e) - Estatuto Editorial da RCM.
  Director de Informação:
Dr. Rui Pedro M. Mendonça da Fonseca
Carteira Profissional 4078
  Delegado Comercial:
Joaquim Machado Viegas
  Responsável Técnico:
Reinaldo Pedro Ramos Serra
  Director do Departamento de Informática:
Eng.º  Pedro Miguel Roque da Silva

 

COLABORADORES ESPECIALIZADOS:

 

  Dr. Amadeu Martinho de Castro Monteiro
(PASSEIOS PELO TEMPO)
  Dr. António Carlos Simão Ramos
(EDUCAÇÃO E ENSINO)
  Dra. Aida Maria Dionísio Rechena
(MUSEUS VIVOS)
  Arq. Bruno Barros
(ORDENAMENTO E AMBIENTE)
  Dra. Clarisse Alves Nunes
(NUTRICIONISMO E ALIMENTAÇÃO)
  Fernando Cruz Gomes
"Portugal visto do Canadá"
  Dr. Fernando Marques Jorge
(REGIONALISMO)
  Dr. Henrique Manuel Pires Teixeira Gil
(GERAÇÃO DIGITAL)
  Dr. João Carlos Mendonça da Fonseca
(ESPAÇO COMUM)
  Joaquim Morão Lopes Dias
(COOPERAÇÃO TRANSFRONTEIRIÇA
  Dr. Manuel Costa Alves
(CATA-VENTOS)
  Dr. Miguel Nascimento
(FALAR DE JUVENTUDE)
  Dr.ª Maria Adelaide Neto Salvado
(CULTURA E PATRIMÓNIO
  Dr.ª Maria Celeste Capelo
(DESENVOLVIMENTO SOLIDÁRIO
  Dr. Manuel Martins Lopes Marcelo
("A NOSSA TERRA E A NOSSA GENTE").
  Dr.ª Maria Luísa G. Tavares Moreira
(HORIZONTES ALENTEJANOS)
  Dr.ª Maria do Rosário Ferreira de Almeida
(SOLIDARIEDADES)
  Maria dos Santos Carrega
(SONHO E POESIA)
  Dr. Mário Pissarra Pires
(DESPORTO E TURISMO)
  Padre Martinho Lopes Mendonça
(SEMENTES DE VIDA)