O Tribunal Judicial de Valença condenou esta segunda-feira a penas entre os 20 e os 24 anos e meio de prisão quatro dos elementos do «gangue do McDonalds» envolvidos no homicídio de um gasolineiro..
Deste grupo de quatro elementos, dois foram condenados a 20 anos, outro a 24 e um quarto a 24 anos e meio de prisão.
O gangue integrava ainda mais dois elementos, que foram condenados a 13 e a sete anos e seis meses de cadeia.
O autor dos disparos fatais foi ainda condenado a pagar uma indemnização de 110 mil euros à mãe do gasolineiro.
Além do homicídio, os elementos do gangue foram também condenados por cerca de três dezenas de crimes de roubo praticados um pouco por toda a região Norte, sobretudo em restaurantes da cadeia McDonalds e em postos de abastecimento de combustíveis, mas também em ourivesarias. Foram-lhes igualmente imputados vários episódios de «carjcking» (roubo de carros com violência).
Ofensas à integridade física, dano com violência e detenção de armas ilegais foram outros dos crimes atribuídos ao gangue, que tinha «quartel-general» na zona da Maia, de onde são oriundos cinco dos seus elementos.
O crime mais grave (o homicídio do gasolineiro) ocorreu na madrugada de 19 de Agosto de 2007, num posto de abastecimento de combustível na freguesia de Arão, concelho de Barcelos.
O funcionário da gasolineira, com 27 anos, foi atingido com dois tiros na cabeça e morreu três dias depois no Hospital de S. João, Porto, vítima de traumatismo cerebral.
Esta segunda-feira, durante a leitura do acórdão, que demorou quase quatro horas, o juiz presidente do colectivo, Júlio Pinto, afirmou que os arguidos iam sempre preparados «para o que desse e viesse». «Se alguma coisa corresse mal e alguém tivesse de levar um tiro, levava», referiu.
Todos tinham antecedentes criminais, dois deles por homicídio qualificado, na forma tentada.